Conforme vocês leram aqui, mais de 35 mil pessoas estiveram em Stonehenge no último domingo para celebrar o Solstício de Verão no Hemisfério Norte. Isso nos faz pensar no significado do Paganismo hoje em dia, em onde estamos e para onde estamos indo.
É claro que, dos 35 mil participantes, muitos eram apenas curiosos, e não pagãos. Porém, a quantidade, mesmo incluindo os curiosos, é significativa. Existia um número muito grande de pessoas vestidas com robes ou roupas que faziam alusão ao Paganismo de alguma forma. Enfim, era um evento pagão, e é ingenuidade nossa pensar que mesmo nos antigos e lendários festivais pagãos do passado todos que participavam eram sacerdotes ou semelhantes. Então a história apresenta ao mundo hoje a verdadeira explicação do que é o neopaganismo.
Com todas as campanhas atuais sobre ecologia, sustentabilidade, aquecimento global etc, muitas pessoas estão adotando um estilo de vida mais saudável e resgatando seu contato com a natureza. E aquelas que já possuíam um quê de busca pela espiritualidade acabam chegando ao Paganismo, porque se torna resultado do que já vinham fazendo. Assim, é natural que o Paganismo se apresente como uma opção sincera de espiritualidade dos tempos em que vivemos. E já há uns 20 anos vem crescendo o número de pagãos (ou neopagãos, como alguns preferem) no mundo todo.
Não temos estimativas com relação ao Brasil, mas nos Estados Unidos, por exemplo, de acordo com uma pesquisa realizada há oito anos (2001), existem cerca de 425 mil pessoas que se intitulam pagãs dentro de seu país. É impressionante se compararmos com a mesma pesquisa realizada em 1990, quando existiam somente 8 mil. E hoje devem existir muitos outros, sem dúvida. O número provavelmente deve ter dobrado. Com acesso à internet e uma gama enorme de informações, ficou muito mais fácil para qualquer um pesquisar sobre o que quiser, e assim chegar a suas próprias conclusões a respeito de qualquer assunto, inclusive o desenvolvimento de sua espiritualidade.
O que é bacana no Paganismo é que não existe uma “disputa” para provar que é uma religião maior que outra. Sequer existe proselitismo, que é você encher o saco de uma pessoa fazendo propaganda da sua religião. Pagãos não fazem isso (a não ser aquele seu amigo empolgado que descobriu a Wicca e quer contar para todo mundo, hehe, mas isso passa e é normal).
Logo, temos a afirmação de que pagãos são pessoas conscientes. Dificilmente alguém já nasce dentro de uma família pagã. Hoje em dia, isso está mudando claramente. Porém, essas pessoas ainda não cresceram, então não podemos avaliar. Mas a grande maioria dos pagãos hoje o é por pura opção. E isso é incrível.
Ao contrário do que muitos acreditam – e ainda bem que isso vem sendo desmistificado – os pagãos não cultuam o Diabo, nem realizam missas negras. Há diversas ramificações dentro do Paganismo e todas elas têm como “objeto de culto” central a Natureza, simplesmente, e toda a liturgia mágica que isso envolve. Ninguém está nem aí para seitas anti-cristãs que, sim, existem, mas não têm nada a ver com o Paganismo. Ser pagão não é “ser o contrário de cristão”. É outro caminho, apenas.
35 mil pessoas em Stonehenge chamaram a atenção do mundo para essa forma de religiosidade que é tão antiga, mas ao mesmo tempo tem uma abordagem tão nova e recente. O Paganismo está crescendo, amadurecendo, e é no mínimo gratificante estar vivendo nessa época, presenciando tudo isso, e imaginando como o futuro pode ser.
Continuemos nossa caminhada. ;D











esse texto faz a gente pensar sobre nos mesmos, pois a magia esta aos poucos se extinguindo desse planeta, alias, o propio planeta esta se extinguindo…mais e otimo saber que ainda existem bruxos e bruxas, magos e magas, wiccanos e tudo mais, que ainda honra a nossa arte, que leva a frente nossos costumes!
Depende do objetivo do feitiço… o fim deve ser dado dependendo disso.
Sou novata, mas li num livro do Claudiney Pietro que se deve queimar após o desejo ser realizado e jogar as cinzas ao vento ou era ao mar… algo assim.
Parabéns pelo site, muito bom. ^_^
Oi Denise, muito obrigada pela visita e o comentário carinhoso!
Eu nunca me desfiz de instrumentos mágicos, com uma pequena exceção: um jogo de runas que ganhei, mas não usei porque já tinha o meu, feito a mão em uma madrugada de Yule há alguns anos! Então dei de presente de aniversário a um amigo.
Não acho necessário fazer um rito de desligamento, mesmo porque não iria me desfazer de algo que esteja ligado assim a mim. Acredito que instrumentos assim devam ser passados a pessoas especiais, pois na verdade o objeto estará tão imbuído de sua própria energia que é um baita de um presente íntimo!
Com relação a talismãs e amuletos, eu costumo guardá-los ou enterrá-los… depende do objetivo. Mas nunca joguei no lixo, por exemplo. Fico com a impressão de que estou jogando a intenção no lixo também.. rs Mas isso é só minha opinião pessoal.
Porém, tenho certeza que você está se referindo a outros objetos também, não? Restos de velas etc? Geralmente velas eu deixo queimar até o fim, e o que sobra eu jogo no lixo. Realmente depende!
Espero ter ajudado um pouco. Escreva quando quiser! ;D
Boa tarde,querida!
Lindo o seu site.De tão bom gosto e pertinente quanto os comentários que você faz na lista da Abra.
Tomei a liberdade de escrever porque há algo sobre o qual,sempre,acabo tendo dúvida.Além disto,nunca achei material específico e,até o momento,tenho sempre agido por intuição,então gostaria de saber:
qual é o seu procedimento para o ‘descarte’ dos objetos mágicos?De talismãs à amuletos que já funcionaram,até material mágico usados em rituais,orações e afins?
Você segue algum ‘protocolo’? Faz algum tipo de ‘Rito de desligamento’??? É necessário lunação específica?
Pergunto tudo isto porque,intuitivamente,até o momento,o que faço é esperar a Fase Minguante e fazer um breve rito de agradecimento.Após isto,dependendo do material,descarto no lixo,normalmente,mas sempre fico curiosa quanto a esta questão.
Desde já,muuuuuuito grata.
Beijinhos azuis,
D.