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Visão wiccan: Recipiente negro de ferro que representa o útero da
Grande Mãe, onde tudo se transforma e de onde tudo
nasce. O caldeirão simboliza toda a Natureza e a Grande
Mãe. É o princípio feminino representado
por um recipiente; quando sobre três pés, nos
lembramos das três faces da Deusa. Os quatro elementos
estão intimamente relacionados ao caldeirão
também, afinal precisamos do fogo para aquecer, da
água para esfriar, das ervas da terra para cozinhar
e de seu vapor perfumado que fica no ar.
Na bruxaria: O caldeirão é visto como um recipiente de transformações
porque pega coisas brutas e as transforma; transforma raízes
e plantas em remédios poderosos; transforma alimentos
orgânicos em deliciosos cozidos. Da mesma maneira, a
mulher transforma uma semente (espermatozóide) em uma
criança, e esta é a grande associação
do caldeirão com o ventre da Mãe. O caldeirão pode ser usado para cozinhar, fazer poções,
conter bebibas. Também pode ser enchido com água,
fogo, flores ou outros itens em épocas específicas
do ano ou em determinados rituais. Também pode ser
usado como instrumento de divinação.
Onde achar um caldeirão?
Facilmente em lojas de panelas de barro e ferro. Panelas
são caldeirões. Se for viajar para o interior
ou para cidades menores, aproveite para procurar um caldeirão,
pois em tais lugares o preço chega à metade
dos grandes centros.
História do uso do caldeirão
No entanto, a ligação das bruxas com o caldeirão
é muito mais do que ficção. Na verdade,
essa ligação data dos dias antigos da Grécia,
do mito de Medéia. Medéia era a bruxa de Colchis,
com quem Jasão se casou no curso de sua busca do Pomo
de Ouro. Medéia era uma sacerdotisa de Hécate
e ela não somente tinha um caldeirão, mas também
um coven. De acordo com Robert Graves em seu livro 'Mitos
Gregos', Medéia era atendida por doze mulheres virgens
que a ajudavam em sua terrível trama para matar o rei
Pelias com o auxílio de seu caldeirão mágico.
Também na antiga Grã-Bretanha e Irlanda, heróis
iam para reinos encantados estranhos do outro mundo para ganharem
um caldeirão como prêmio por suas aventuras.
Podemos ver que esse costume perdura até hoje no uso
de troféus para premiações das mais variadas
espécies. A festa que todos os esportistas fazem ao
elevar a taça enorme e brilhante no final de um campeonato
de futebol nada mais é do que o antigo mito celta do
caldeirão vivo nos dias de hoje. E passa tão
despercebido pela maioria das pessoas, como muitas outras
coisas relacionadas ao Paganismo.
Outra relação do caldeirão com um troféu
são as lendas do Santo Graal, que também tem
suas origens enraizadas em mitos celtas pré-cristãos.
Com a chegada do cristianismo, o caldeirão da inspiração
e do renascimento transformou-se no misterioso Santo Graal,
que os cavaleiros da Távola Redonda buscavam encontrar
e conquistar. No entanto, as bruxas mantiveram a antiga versão
pagã do caldeirão, associado à deusa
celta Cerridwen.
O caldeirão, em seu uso prático, foi uma grande
evolução para a humanidade. O caldeirão
de metal tornou-se bem mais eficiente que a panela de barro
para esquentar e conservar o calor dos alimentos, além
de preparar água quente para os banhos, preparar melhor
os alimentos e fazer remédios com ervas. Dessa forma,
o caldeirão se tornou um instrumento de Magia intimamente
relacionado às mulheres.
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